Superquarta: Copom e Fed decidem juros sob clima de recordes na Bolsa e queda do dólar

Com o Ibovespa em máximas históricas e o dólar no menor nível em 20 meses, os investidores aguardam sinalizações sobre o início dos cortes de juros no Brasil.

Nesta quarta-feira (28), o mercado financeiro global volta suas atenções para a primeira “Superquarta” de 2026. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil e o Federal Open Market Committee (FOMC) dos Estados Unidos anunciam suas decisões sobre as taxas básicas de juros, em um cenário de otimismo doméstico e políticas externas.

O Cenário no Brasil: Selic e Recordes

Após o Ibovespa fechar a última sessão em recorde histórico de 181.919 pontos e o dólar recuar para a casa dos R$ 5,20 (menor valor desde maio de 2024), a expectativa majoritária é de que o Copom mantenha a Selic em 15% ao ano .

O mercado, no entanto, já precifica uma mudança no tom do comunicado. Os dados do IPCA-15 mostraram uma inflação mais amena, o que fortalece a tese de que o Banco Central pode abrir caminho para o primeiro corte de juros já na recente reunião de março.

O Fator Vale (VALE3)

No campo corporativo, a Vale é o grande destaque. A mineradora divulgou dados operacionais robustos, com a produção de minério de ferro atingindo 336,1 milhões de toneladas em 2025, superando a gigante Rio Tinto. O desempenho reforça a tese de dividendos generosos para 2026 e sustenta a força das commodities no índice brasileiro.

Estados Unidos: Juros e Pressão Política

Em Washington, o Fed deve manter os juros na faixa de 3,50% a 3,75% . O ponto de atenção, contudo, vai além dos números: os investidores monitoram a relação entre Jerome Powell e o governo Trump, em meio às investigações e especulações sobre a sucessão no comando da autoridade monetária americana.

Conclusão: A Superquarta deve selar o destino do rali de janeiro. Se o tom dos BCs for considerado “suave” (dovish), o Ibovespa pode buscar novas máximas, impulsionadas pelo fluxo estrangeiro que continua migrando para mercados emergentes.

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