O que esperar na fase de implementação da Reforma Tributária e a valorização nas capitais.

O ano de 2026 começa com uma mistura de otimismo e cautela no setor imobiliário brasileiro. Enquanto o mercado comemora a segunda maior valorização da década (fechada em 2025), o mês de fevereiro marca o início prático da Reforma Tributária . Entramos na fase da “alíquota-teste”, um período crucial para investidores e compradores entenderem as novas regras do jogo.

Alíquota-Teste de 1%: O que muda agora? Desde janeiro, o Brasil passou a aplicar a alíquota simbólica de 1% (sendo 0,9% da CBS federal e 0,1% do IBS municipal/estadual). Para o comprador comum, o impacto imediato no preço é quase nulo, pois esse valor é compensado com os impostos os antigos (PIS/Cofins).

O foco de 2026 não é o aumento da carga, mas a transparência. Com a implementação do CIB (Cadastro Imobiliário Brasileiro) , o “CPF do imóvel”, o governo passa a ter um controle digital absoluto sobre as transações.

O Desempenho das Capitais em 2026 O cenário de preços mostra uma resiliência impressionante. Após subida acima da inflação em 2025 (média de 6,5%), capitais como Vitória, João Pessoa e Salvador continuam liderando o ranking de valorização. Já em mercados maduros como São Paulo e Rio de Janeiro , o crescimento é mais moderado, mas sustentado pela demanda por imóveis compactos e de alto padrão.

pegadas para o Investidor:

  • Localização Residencial: Segue aquecida. Contratos antigos (pré-2025) ainda gozam de benefícios, mas novos aluguéis de alto valor já começaram a ser estruturados pensando na transição tributária de 2027.

  • Participações Patrimoniais: 2026 é considerado o “ano decisivo” para quem tem muitos imóveis. Estruturar o patrimônio em empresas agora pode garantir créditos fiscais que pessoas físicas não terão no futuro sistema de IVA.

Conclusão Não estamos em um “boom”, mas em um ciclo de maturação. Com a Selic sinalizando queda para o segundo semestre de 2026, o momento é de posicionamento estratégico antes que as alíquotas cheias da reforma entrem em vigor nos próximos anos.

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