No cenário de 2026, a gestão de ativos tornou-se um processo de governança indispensável. Com a consolidação da Reforma Tributária e a integração de dados via CIB (Cadastro Imobiliário Brasileiro) , a manutenção da rentabilidade exige que o investidor adote práticas rigorosas de controle, proteção jurídica e valorização patrimonial.
Para garantir o desempenho dos ativos, especialistas orientam que a gestão contemple os seguintes pilares:
1. Inteligência Operacional e Preservação do Ativo
A eficiência na ponta operacional é o que garante a saúde financeira do investimento a curto e médio prazo. O escopo técnico deve incluir:
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Estudos de Mercado: Posicionamento preciso de preços para locação e venda, mitigando riscos de vacância.
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Controle de Recebíveis: Monitoramento de rendimentos e aplicação de cobrança preventiva para neutralizar a inadimplência.
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Vistorias e Obras: Registros fotográficos detalhados (entrada/saída) e acompanhamento de diligências para garantir a integridade física e o valor de mercado do imóvel.
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Gestão Contratual: Condução técnica de renovações e revisões para que o fluxo de caixa acompanhe a valorização real do setor.
2. Holding Patrimonial: Eficiência na Sucessão e Proteção
Diante do aumento da progressividade do ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação) — que em diversas jurisdições atinge o teto de 8% sobre o valor de mercado — a constituição de uma Holding Patrimonial permanece como a ferramenta mais eficaz para a organização de bens.
O grande diferencial reside na agilidade sucessória: ao contrário da pessoa física, onde o processo de inventário pode paralisar o patrimônio por anos, na Holding a sucessão é estruturada via transferência de cotas. Além disso, as regras de governança inerentes a essa estrutura evitam a dilapidação do patrimônio e garantem a continuidade da gestão dos ativos.
3. Janela de Oportunidade: Reavaliação de Ativos (Rearp)
O investidor deve estar atento ao Rearp (Regime de Atualização Patrimonial) disponível em 2026. Esta janela permite a atualização do valor dos imóveis na declaração de bens mediante o pagamento de uma alíquota reduzida do Imposto de Renda (IR). Esta estratégia é fundamental para “limpar” o ganho de capital, aumentando significativamente a carga tributária em uma alienação futura.
4. Blindagem Jurídica e Conformidade Fiscal
A complexidade tributária de 2026 demanda suporte especializado para a elaboração de contratos e acompanhamento contábil. A organização documental, aliada ao conhecimento das novas normas, permite que o investidor usufrua de benefícios fiscais e mantenha o patrimônio em total conformidade com as exigências federais e municipais.
Conclusão: Em um mercado sofisticado, a combinação de eficiência operacional, planejamento sucessório via Holding e aproveitamento de janelas fiscais como o Rearp define o sucesso da carteira imobiliária.




